sábado, 30 de maio de 2009

3° Conferência da Série de Palestras Geração Bit


Intimidade e participação da platéia: esse foi o tom da 3° Conferência da Série de Palestras Geração Bit. Messias Bandeira, o convidado da noite, foi vocalista da antológica banda de rock baiana “Brincando de deus” e atualmente é um dos maiores agitadores culturais do cenário alternativo de Salvador. Além disso, é acadêmico, com doutorado em comunicação pelo programa Póscom (Ufba).

Durante o debate, falou inicialmente sobre a cadeia de produção da música, e focou-se na ciberculutra, no mundo digital e nas oportunidades trazidas pelas novas tecnologias. O pesquisador explicou que essa cadeia cultural é dividida em campos: criação, mediação, difusão midiática, recepção e consumo.

Segundo Messias, a “cultura do partilhamento” – termo para designar a partilha de arquivos na internet e seus efeitos - entrou em choque com muitas áreas da indústria cultural. Para o conferencista, os direitos autorais inviabilizam, em muito, a produção de conhecimento e a criação artística atual. "Como a música conseguiu sobreviver à indústria da música?", pergunta ironicamente. Ele sugere que talvez nós tenhamos construído não uma cultura musical, mas sim uma cultura fonográfica.

Entre assuntos polêmicos e curiosidades, o caso "Radiohead - In Rainbows" não poderia ficar de fora. O palestrante listou os possíveis porquês de a banda ter disponibilizado seu sétimo disco, ao preço do freguês, para downloads. Jogada de marketing? Apoio à pirataria? Confiança no público? Consolidação da banda no mercado musical? Para a indústria musical, importa menos o motivo do que o tamanho do passo dado.

Ao falar sobre o consumo da música no formato digital, Messias apresentou alguns sites: Jamendo, reverbnation, opensonic, sonicsquerrel, openspectrum e creative commons. Outras sugestões foram o documentário de Hermano Viana, "A música do Brasil", e o vídeo "Seja criativo", produzido pelo projeto Creative Commons. Então, fica a dica.

sábado, 23 de maio de 2009

Mudança na programação das Conferências: Messias Bandeira entra no lugar de Tadeu Jungle.

A programação da Série de Palestras Geração Bit sofrerá uma pequena alteração. Tadeu Jungle está com problemas na agenda e não vai poder comparecer no próximo dia 26/5. No seu lugar entra Messias Bandeira, o ex-vocalista da banda Brincando de Deus e, hoje, um dos maiores agitadores culturais do cenário alternativo baiano.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Algumas fotos da Conferência com Rodrigo Barreto






* Fotos por David Campbell

Conferência com Rodrigo Barreto



A autoria no videoclipe sob foco acadêmico foi o tema da Conferência de Rodrigo Barreto. Doutorando em Comunicação Social, sua tese está voltada para dois consagrados diretores: Jean-Baptiste Mondino e Michel Gondry. O primeiro é autor de muitos clipes da Madonna e o segundo dirigiu clipes da Björk.

Rodrigo dividiu um pouco dos resultados de seus estudos com o público, mostrando o papel do autor numa perspectiva histórica: explicou sobre as gerações e estilos autorais desde a década de 70 até os dias atuais, além de conceitos e classificações sobre a autonomia do campo, os processos de produção, de consagração e reconhecimento do videoclipe.

Segundo o professor, mesmo que o foco principal do clipe esteja na performance dos músicos e na música em si, o trabalho do diretor é um aspecto importante para a promoção e recepção frente ao público. Como ferramenta promocional, veículo expressivo ou mercadoria cultural, “o clipe é uma forma artística que divulga outra forma artística”- pontuou Rodrigo - e a consagração do videoclipe ocorreu através da participação do público em canais de televisão e revistas especializadas.

Neste debate sobre o acesso aos clipes, ocorreu uma polêmica: Será que a MTV irá disponibilizar todo o seu acervo pela internet? Com opiniões divergentes, o público enfatizou o fator mercadológico da música e a dificuldade da indústria fonográfica em lidar com a internet.

“Alguns clipes funcionam como eixos para outros” e a concorrência entre os clipes estimula a criatividade e o aprimoramento: “é importante que um videoclipe chame atenção no meio de 20 outros”. Segundo Rodrigo, são os clipes de música “pop” que possuem temas mais instigantes e que inovam mais nos efeitos especiais.

Ele finalizou dizendo que, com mais de 30 anos, o videoclipe se consolidou, sendo um campo praticamente autônomo, aberto às inovações e às novas mídias.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Próxima Conferência: Rodrigo Barreto

A próxima conferência será hoje, terça-feira, às 20 horas, na Sala de Arte da UFBA, com Rodrigo Barreto.

Teórico da imagem acelerada, Rodrigo participou da mesa "videoclipe e interfaces na cultura contemporânea", no Intercom, Encontro de Comunicação, onde o professor e jornalista apresentou seu trabalho sobre campo de produção, autoria e sinergia nos vídeos musicais. Atualmente dedica-se ao doutorado no programa de Comunicação e Cultura Contemporânea (Póscom/Ufba). Desde a década de 90 Rodrigo participa de cursos de extensão na área de roteiros/dramaturgia e integra, há oito anos, o Laboratório de Análise Fílmica (FACOM/Ufba). Também leciona na especialização em Jornalismo Contemporâneo e na especialização em Roteiros para Tevê e Vídeo das Faculdades Jorge Amado (SSA/BA).

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Fotos da Conferência com Raul Machado









* Fotos por David Campbell

Saiba como foi a Conferência de Raul Machado




Foi em clima de descontração que rolou a primeira Conferência da Série de Palestras Geração Bit. O Convidado Raul Machado falou para o público baiano na última quinta-feira (07 de maio), na Sala de Arte da UFBA.

Durante a palestra, Raul exibiu alguns de seus clipes mais clássicos como Maracatú Atômico, música do Chico Science e Nação Zumbi, Exquadrilha da Fumaça, do Planet Hemp e Eu Quero Ver o Oco, dos Raimundos. Em seguida, falou um pouco mais da história por trás dos clipes e de como foram feitos e elaborados. Entre as histórias mais inusitadas de bastidores, o público pôde saber como foi gravar em Recife durante 15 dias de muita chuva, num ferro-velho na Califórnia ou, ainda, como foi a experiência de gravar com macacos atores.

Raul também faz clipes ao vivo e documentários, como o clipe da banda belga Vive La Fête - gravado em São Paulo - o documentário Botinada, sobre o mundo punk paulista, e o DVD com as apresentaçõs do Fat Boy Slim no Brasil.

Acostumado a trabalhar por encomenda, Raul acaba fazendo se sua vida uma "caixinha de surpresas"; é difícil saber qual será o próximo trabalho.

Quanto às novidades no campo audiovisual, Raul opina: "Eu acho legal a facilidade de poder fazer vídeos em casa". Os orçamentos diminuem de fato, mas a exposição dos trabalhos é bem maior com o auxílio da internet, o que também ajuda a diminuir a dependência das gravadoras. Raul lembra também que "o clipe é um instrumento promocional da banda". Segundo ele, o diretor presta um serviço, não possui total liberdade artística e ainda precisa se adaptar às diversas propostas - de bandas de forró à rock mais pesado.

Questionado sobre qual de seus trabalhos prefere, Raul conta que gostou mais dos clipes em que se divertiu, devido à atmosfera mais agradável de trabalho.