segunda-feira, 18 de maio de 2009

Conferência com Rodrigo Barreto



A autoria no videoclipe sob foco acadêmico foi o tema da Conferência de Rodrigo Barreto. Doutorando em Comunicação Social, sua tese está voltada para dois consagrados diretores: Jean-Baptiste Mondino e Michel Gondry. O primeiro é autor de muitos clipes da Madonna e o segundo dirigiu clipes da Björk.

Rodrigo dividiu um pouco dos resultados de seus estudos com o público, mostrando o papel do autor numa perspectiva histórica: explicou sobre as gerações e estilos autorais desde a década de 70 até os dias atuais, além de conceitos e classificações sobre a autonomia do campo, os processos de produção, de consagração e reconhecimento do videoclipe.

Segundo o professor, mesmo que o foco principal do clipe esteja na performance dos músicos e na música em si, o trabalho do diretor é um aspecto importante para a promoção e recepção frente ao público. Como ferramenta promocional, veículo expressivo ou mercadoria cultural, “o clipe é uma forma artística que divulga outra forma artística”- pontuou Rodrigo - e a consagração do videoclipe ocorreu através da participação do público em canais de televisão e revistas especializadas.

Neste debate sobre o acesso aos clipes, ocorreu uma polêmica: Será que a MTV irá disponibilizar todo o seu acervo pela internet? Com opiniões divergentes, o público enfatizou o fator mercadológico da música e a dificuldade da indústria fonográfica em lidar com a internet.

“Alguns clipes funcionam como eixos para outros” e a concorrência entre os clipes estimula a criatividade e o aprimoramento: “é importante que um videoclipe chame atenção no meio de 20 outros”. Segundo Rodrigo, são os clipes de música “pop” que possuem temas mais instigantes e que inovam mais nos efeitos especiais.

Ele finalizou dizendo que, com mais de 30 anos, o videoclipe se consolidou, sendo um campo praticamente autônomo, aberto às inovações e às novas mídias.

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